De cabeça baixa


Escritores escritos
dezembro 9, 2010, 11:07 am
Filed under: Conto, Eventos, Ficção, Lançamento, literatura

O lançamento da coletânea Escritores Escritos (Editora Flâneur) acontecerá no dia 9/12, no Espaço Cultural Maurício Valansi, em Botafogo (Rua Martins Ferreira, 48), às 19h. A proposta do livro: cada autor deveria escolher um escritor estrangeiro, falecido, e usá-lo como personagem. O meu conto trata do retorno de Albert Camus à Argélia, depois da Guerra e de O estrangeiro publicado, para ver a mãe.



Primos
maio 4, 2010, 5:07 pm
Filed under: Conto, Eventos, Ficção, Lançamento, literatura, Livrarias

Dia de 18 de maio, terça, a partir das 19h, na Livraria da Conde.

Em Primos (Editora Record), estou ao lado de grandes escritores, como a lista do convite revela.  Meu conto é sobre Massada. E mais não falo. Vejo vocês lá.

Para explicar o conceito do livro, convoco as organizadoras Adriana Armony e Tatiana Salem Levy:

“O projeto surgiu da necessidade de mostrar a riqueza e a diversidade dessa herança – da qual ainda se conhece pouco no Brasil –, e ao mesmo tempo pela proximidade entre  duas culturas que, embora muitas vezes sejam vistas como opostas, tiveram berço semelhante. Numa época de conflitos territoriais que tendem à simplificação, queríamos criar um espaço onde essas culturas dialogassem e frutificassem.

     Por outro lado, nos parece que já existe uma importante tradição literária brasileira que trata ou provém da imigração, e que nos diz bastante não só sobre as culturas de origem, mas também sobre o Brasil, um país tão multifacetado quanto antropofágico. E julgamos importante revelar e atualizar essa tradição. “



Debate na Moviola
agosto 5, 2009, 3:30 pm
Filed under: De cabeça baixa, Eventos, literatura, Livrarias

Participarei de um bate-papo com Marcelo Moutinho e Ondjaki na Moviola (Rua das Laranjeiras 280 loja C) no sábado, às 17h. Mediação de Miguel Conde.

Apareçam!



Flap e entrevista
setembro 19, 2008, 4:53 pm
Filed under: De cabeça baixa, Eventos, Flap, Imprensa

Um lembrete e um link. Amanhã, como escrevi anteriormente, participarei de um debate na Flap. A programação está alguns posts abaixo. A mesa começa 14h30 e terá a mediação de Heloísa Buarque de Hollanda (professora da UFRJ e editora da Aeroplano). Estarei ao lado do Miguel Conde, repórter do Prosa e Verso, de O Globo, e da poeta Viviane Mosé. O tema da mesa é: Geração espontânea – Geração Mimeógrafo, 00, 80, 90… Uma estratégia de venda ou um retrato, um instantâneo de um momento literário? Quem define, o que difere? Para situar ou para estigmatizar? São válidos esses rótulos?

*

Um dos colaboradores da Flap, e mediador de um dos debates de domingo, é o Ramon Mello. No início do mês ele me entrevistou para o seu site, Click (In) versos. No site ele já conversou com boa parte dos autores da chamada geração 00. A entrevista entrou no ar hoje. Inicialmente a conversa seria num café, mas o Ramon perguntou se poderia ser na minha casa, para facilitar para todos. Como bom anfitrião sai para comprar umas cervejas. Isso explica a segunda foto publicada na matéria.



FLAP!
setembro 12, 2008, 2:23 pm
Filed under: De cabeça baixa, Eventos, Flap

Sábado que vem, dia 21, que vem participarei da Flap! Rio 2008. Segue a programação do evento, que acontecerá na Puc, com entrada gratuita. Semana que vem falo mais sobre o assunto.

dia 20 de setembro

14h30 – Geração Espontânea
Geração Mimeógrafo, 00, 80, 90… Uma estratégia de venda ou um retrato, um instantâneo de um momento literário? Quem define, o que difere? Para situar ou para estigmatizar? São válidos esses rótulos?
Mediadora: Heloísa Buarque de Hollanda (editora da Aeroplano e professora da UFRJ)
Flávio Izhaki (escritor)
Miguel Conde (jornalista de literatura dO Globo)
Viviane Mosé (poeta)

16h20 – Sarau Movimento InVerso – Clauky Saba
Adriana Monteiro de Barros / Betina Koop / Madame Kaos (juju hollanda, beatriz provasi e marcela giannini) / Priscila Andrade

16h50 – Empório de palavras
Sebos, livrarias de bairro, virtuais, grandes redes. Produções artesanais vendidas em portas de teatro, e-books disponíveis em sites e blogs. Busdoors propagandeando – e vendendo! – o mais novo título de auto-ajuda. Quem é o leitor de literatura brasileira? Qual o caminho para os novos autores? Poesia não vai para as vitrines porque não vende ou não vende porque não vai para as vitrines?
Mediador: Tanussi Cardoso (poeta e editor de poesia)
André Garcia (site Estante Virtual)
Eucanaã Ferraz (poeta)
Claufe Rodrigues (poeta e jornalista)
Vitor Paes (poeta e editor da Confraria do Vento)

18h40 – Exibição de curta ‘PROCURANDO DRUMMOND‘, de Rodrigo Bittencourt

19h – Encerramento

dia 21 de setembro

14h30 – Palavras nos meios: tecnologia e miscigenação.
Vídeos, CD’S, blogs, sites colaborativos, compartilhamento na web.
O diálogo da literatura entre mídias é uma evidente característica da produção contemporânea. Mas até que ponto os diferentes suportes interferem diretamente na escrita? De que maneira essa interação se torna positiva ou valoriza o texto que não se sustenta? Como está escrevendo a geração de escritores que utiliza a internet como principal ferramenta de publicação?
Mediador: Ramon Mello (escritor e jornalista)
Lucas Viriato (poeta e editor do jornal Plástico Bolha)
Olga Savary (poeta e tradutora)
Omar Salomão (poeta)
Rodrigo Bittencourt (poeta, compositor e cineasta)

16h20 – Sarau Castelinho do Flamengo – João Pedro Roriz

16h50 – Vanguarda
Artistas de vanguarda protagonizaram movimentos marcantes como a Semana de Arte Moderna de 22 e a Poesia Concreta, rompendo com alguns padrões e características estéticas de sua época e re-significando outros. Mas, em 2008, o que é possível encontrar de novo? Ainda existe a possibilidade de vanguarda na literatura atual?
Mediador: Leandro Jardim (poeta e letrista)
Beatriz Resende
Dado Amaral (poeta, ator e cineasta)
Paulo Henriques Britto (poeta, contista, tradutor e professor da PUC-Rio)

18h40 – Exibição do curta ‘POR ACASO GULLAR‘, de Rodrigo Bittencourt

19h – Encerramento



Feira do rolo
setembro 9, 2008, 12:11 am
Filed under: De cabeça baixa, Eventos, Feira do Livro de Brasília

Semana passada escutei uma entrevista de um conhecido escritor dizendo que os autores brasileiros são bundões. Seja a afirmativa é exagerada ou não, me senti um tremendo bundão no sábado. Como comentei aqui nas últimas semanas fui convidado para participar da Feira de Brasília, para debater a literatura brasileira geração 2000 ao lado de Walther Santos, vencedor do Prêmio José Mindlin.

 

Sábado de manhã, já em Brasília, leio o seguinte no Correio Braziliense (matéria com chamada na capa): “Feira do rolo” (rolo, me falaram, é uma alusão a uma feira de troca de produtos roubados, algo como a Robauto aqui no Rio).

 

A matéria dizia o seguinte: A secretaria de Cultura do DF não liberaria a verba para a Câmara do Livro do DF pagar o evento. Para “contra-atacar”, a CL-DF mandou um e-mail na sexta, 18h47, para TODOS os jornais de Brasília comunicando que a Feira estava encerrada com dois dias de antecedência, ou seja, as atividades de sábado e domingo estavam canceladas.

 

Horas depois, pressionado pelos livreiros, a organização do evento deixou de birrinha e confirmou as atividades para o fim de semana.

 

Acontece que os prestadores de serviço, prevendo o calote, se manifestaram. A empresa que alugou o gerador desligou a energia do evento por duas horas na sexta-feira. Segundo o Correio Braziliense: “a poetisa Elisa Lucinda fazia uma sessão de autógrafos no Café Literário. Foi obrigada a mudar de local para poder continuar.”

 

Ainda na mesma edição do jornal, outra informação estarrecedora, essa contando um fato que acontecera na terça-feira. Os escritores José Luís Peixoto e Francisco Viegas, que vieram de Portugal, tiveram sua palestra atrasada por um evento e um coquetel do organizador da Feira. A falta de respeito chegou ao ponto de cancelarem o debate dos escritores e pedir para eles “lerem uma poesia” e sair.

 

Repito: notícia veiculada na edição do último sábado, dia 6 de setembro, no Correio Braziliense.

 

Vai ter evento?

De manhã li no jornal que a feira poderia ser cancelada e liguei para a curadora da programação. Ela disse que tudo estava confirmado.

Meu debate era 18h30. Cheguei na feira 18h e fui direto procurar o local em que a palestra estava marcada. Era na Oficina II, e não no Café Literário. No Café Literário estava marcada uma apresentação da banda Clube da Bossa. O local da “oficina II” era um puxadinho atrás de um dos estandes. Resumindo, não passava ninguém por lá. No local nada indicava a palestra. Às 16h30 teria um bate-papo com Daniel Link, mas a sala estava vazia. Provavelmente o autor foi um dos vários que, segundo a matéria do Correio, cancelaram sua presença.

 

 

 

Liguei para a curadora do evento novamente. Ela não atendeu.

Fiquei esperando e uma moça disse que a curadora estava participando de um debate com o tema “Mulher na literatura” na oficina 1. Na sala 1 tinham oito pessoas. Na porta tinha um papel ofício colado com o nome de sete participantes (e sem o nome da curadora). Ou seja, as debatedoras conversavam entre si.

 

 

 

Algumas pessoas entravam nessa “barriga” em que a oficina ficava, olhavam para a salas, não entendiam nada e iam embora.

Às 18h45, depois de esperar um tempão, a curadora aparece. Fica falando sobre a desorganização da feira, que ela foi convidada para ser curadora e que está arrependida. Diz que em um dia anterior o organizador do evento cancelou a palestra de uma autora argentina para encaixar um coral de crianças da UnB. A argentina, segunda ela, foi embora ultrajada, sem falar com ninguém.

Perguntei pelo outro autor convidado, Walther Santos. Ela não sabia. Diz que vai perguntar para alguém. Fiquei pensando que o escritor bem poderia estar no hotel esperando até agora e ninguém se lembrara dele. Esclarecendo: tenho família em Brasília e abri mão do hotel.

Vejo que ela não está minimamente preocupada com a palestra e pergunto do mediador. Ela diz que a mediadora seria ela. Eu estranho, pois perguntei duas semanas antes e ela disse que “ia arranjar alguém legal”. Ela começa a dizer que está capacitada, tem mestrado disso, daquilo, mas não enseja dar início a nada e nem falar no alto-falante que vai ter debate. Sem participante, mediador e público – a feira lotada, mas naquele buraco ninguém sabe que vai ter palestra – pergunto, então, se não vai ter debate.

 

 

 

Ps: O outro autor, Walther Santos, me mandou e-mail nesta segunda contando sua saga. Ele achou que a palestra era no Café Literário, até que tomou um susto com o início da banda de Bossa Nova. Disse que alguém da organização perguntou se ele queria que tirassem os “velhinhos do palco” para a palestra, mas ele negou, obviamente. Mais tarde, a curadora apareceu e ante a reclamação dele sugeriu que “empurrassem os argentinos para mais tarde”. Ele também não aceitou. E ficou por isso mesmo. E o Walther, coitado, ainda teria de pagar metade das diárias do hotel, pois a organização não pagou a coisa toda e o hotel exigiu que ele quitasse a dívida. Mas ele não é bundão como eu e foi embora. Boa, Walther.

Ela “me convida a assistir os autógrafos de escritores argentinos”. A mediadora da palestra de 18h30, que não apareceu até 18h45, me convida a assistir uma sessão de autógrafos às 19h. Nem sequer uma palestra, mas uma sessão de autógrafos. Digo que não e vou embora. Bundão.



Convite Brasília
setembro 1, 2008, 5:08 pm
Filed under: De cabeça baixa, Eventos, Feira do Livro de Brasília

O bravo Walther Moreira dos Santos, com quem dividirei a mesa em Brasília, fez a gentileza de preparar um convite para a palestra do próximo sábado. Após o debate, que acontecerá das 18h30 até 20h30, autógrafos de lançamento do livro do Walther, O ciclista, e do meu.

O Walther me achou pelo msn, tempos modernos. Ele reclamou que foi difícil achar meu e-mail. Para quem quiser me escrever, o e-mail está na seção Sobre o autor. Como diria o outro: “Quem procura… acha”.