Parede
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Fevereiro 5, 2009, 4:07 pm
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De Luiz Ruffato, numa belíssima e sincera entrevista no Paiol Literário, transcrita no Rascunho de janeiro:
“Naquela época, eu era adolescente, malucão e tal, e não conseguia me adaptar. Então, todos os dias – era um colégio lindíssimo, um projeto do Niemeyer -, eu descia na hora do intervalo, para o recreio, e ficava encostado nas paredes, para ninguém me ver. (…) Numa dessas vezes, eu andando encostado pelas paredes, caí na biblioteca do colégio.”
Tem uma cena parecida no livro que estou escrevendo. Um menino que não consegue; um recreio; desejo de sumir; mas sem biblioteca redentora.
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