Eu falava do trânsito de São Paulo antes. Depois, só o que posso falar sobre o assunto é que o metrô de lá deixa o de cá com as bochechas rosadas de vergonha. Estação dentro da rodoviária, composição que passa de minuto a minuto, linhas que se cruzam e facilitam sua vida. O trânsito de São Paulo não existiu na minha quarta ida a cidade no mesmo número de anos. Sempre para uma noite só, que esse de cá não sabe ficar longe de casa.
O metrô me jogou cedo no Pacaembu, mas, lá como cá, os policiais não sabem dar informação. Andei para o lado errado. Nada nem remotamente familiar ao mapa que tinha imprimido. Mas uma moça salvadora, educada, que até ligou do celular para outra pessoa para conferir a direção a sugerir, me ensinou o caminho de casa, Lopes Chaves, Mario de Andrade.
Lá o André. E papo na calçada. Lá o debate, bacana, que pode ser ouvido aqui, lido aqui. Eu sem óculos para falar, claro, falo pelos olhos, rostos sem foco me tiram minimamente a vergonha de estar ali, sentado do outro lado. Miguel Sanches Neto e Luis Eduardo Matta no décimo nono livro cada um, outros no prelo, projetos em andamento. Eu e meu único livrinho, e agora o segundo que se mostra tímido nas 70 páginas já escritas, que me enreda numa família que agora toma foco sem precisar de óculos.
Depois da palestra andar a pé na rua. Chopes. Papo. Gustavo contando que assistir um jogo do Juventus no estádio é a experiência, que o Museu da Língua Portuguesa é o museu, quem sabe vontade de voltar em breve, quem sabe ter ficado uma noite a mais e ir ao jogo do Flamengo no Canindé, em frente a rodoviária. Ainda bem que não. Ver aquilo ao vivo estragaria a viagem.
Volto ao Rio, parto para Brasília. Mas só no início de setembro. Feira do Livro. Até lá trabalho. Meu livro me chamando…
2 Comentários até o momento
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Flávio, assisti a sua participação no evento de terça feira. Na hora de sair, queria cumprimentá-lo na roda que se formou na calçada, mas a segurança nas ruas de São Paulo me desanimou de esperar uma brecha em sua conversa com seus interlocutores.
Comentário por eugenia Julho 28, 2008 @ 1:54 amGsotei daquilo que você expôs, mais ainda da forma inédita que encontrou para divulgar seu livro (o trailer no YouTube).A Lucia B. já havia comentado comigo, pois pretende fazer parecido Depois que ler seu livro, volto para comentar. Sou a ganhadora do Prêmio SESC na edição que precedeu o André. Abraços, Eugenia.
Ótimo, Eugenia. O debate serve é para conquistar leitores mesmo. Espero que goste do livro.
Comentário por decabecabaixa Julho 28, 2008 @ 12:52 pmAbraço,
Flávio