Recebi na última semana um e-mail de Alberto Mussa, um dos escritores mais premiados da literatura brasileira contemporânea. E um dos mais boa praça também. Como diriam as más línguas: “Nem parece escritor”. Ele me escreveu para comentar a leitura do De cabeça baixa. Publico seu e-mail, com o consentimento dele:
“Flavinho ,
li seu livro ontem, sem parar.
Gostei bastante. Seu livro tem o que falta à maioria dos que têm sido lançados por agora: um argumento inteligente, a idéia de um resenhista que reescreve um romance, faz do autor personagem e fica escravo do que escreveu. Muito legal.
Embora eu suponha que as pessoas tenderão a valorizar o aspecto do conflito existencial do Laranjeiras, pra mim vale muito esse lado cerebral do livro, o jogo lúdico em si.
Valeu. Parabéns!”
Alberto Mussa é autor de quatro livros, entre eles O enigma de Qaf, vencedor do Prêmio Casa de Las Américas e APCA, e O movimento pendular, vencedor do Prêmio da Biblioteca Nacional e APCA.
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Tio Mussa. Gente fina mesmo. E a observação dele é bastante pontual. Semanas após ter lido o livro, o que mais ficou em minha cabeça é justamente o “lado cerebral”, como ele disse.
Comentário por André Abril 26, 2008 @ 12:44 am